Ecrãs, fadiga visual e miopia: como cuidar da visão no dia a dia
Os ecrãs fazem parte da vida moderna. Trabalhamos, estudamos, comunicamos e aprendemos através de computadores, tablets e telemóveis. O problema não está apenas na existência dos ecrãs, mas na forma como os usamos, durante quanto tempo e com que condições visuais.
A fadiga visual digital pode surgir em pessoas de várias idades e está associada a sintomas como visão turva, olhos secos, ardor, desconforto ocular, dores de cabeça e sensação de cansaço após longos períodos de uso de dispositivos digitais. Durante o uso de ecrãs, é comum pestanejarmos menos, o que pode contribuir para maior secura e irritação ocular.
Nas crianças e adolescentes, há ainda uma preocupação crescente com a miopia.
A miopia tende a surgir e progredir durante a infância e adolescência, e a investigação tem associado maior tempo em atividades de perto e menor tempo ao ar livre a um risco aumentado de desenvolvimento ou progressão da miopia.[1] Isto não significa que todos os ecrãs provoquem miopia, mas significa que os hábitos visuais devem ser acompanhados com atenção.
Uma boa higiene visual passa por medidas simples. É importante fazer pausas regulares, olhar para longe durante alguns momentos, ajustar a iluminação, reduzir reflexos no ecrã, manter uma distância adequada de trabalho e evitar posturas demasiado próximas. A American Academy of Ophthalmology recomenda, por exemplo, olhar para longe ocasionalmente, ajustar brilho e contraste, reduzir reflexos e manter o ecrã a uma distância confortável.[2]
Em crianças, o tempo ao ar livre deve ser valorizado. A exposição a atividades exteriores e a redução de longos períodos contínuos em tarefas de perto podem fazer parte de uma estratégia mais equilibrada de saúde visual, sobretudo quando existe miopia ou risco familiar.[3]
Cuidar da visão no dia a dia não exige medo dos ecrãs. Exige consciência, equilíbrio, pausas e acompanhamento adequado.
Se os sintomas persistem, se a criança se aproxima muito dos objetos, se há queixas de dores de cabeça ou se a graduação muda com frequência, é importante fazer uma avaliação visual. A prevenção e o acompanhamento são sempre mais eficazes quando começam cedo.
[1]Kaur K, Gurnani B, Nayak S, et al. “Digital Eye Strain — A Comprehensive Review”, Ophthalmology and Therapy, 2022. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9434525/
[1]American Academy of Ophthalmology. “Computers, Digital Devices, and Eye Strain”, atualizado em 2024. Disponível em: https://www.aao.org/eye-health/tips-prevention/computer-usage
Kaur K, Gurnani B, Nayak S, et al. “Digital Eye Strain — A Comprehensive Review”, Ophthalmology and Therapy, 2022. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9434525/
2American Academy of Ophthalmology. “Computers, Digital Devices, and Eye Strain”, atualizado em 2024. Disponível em: https://www.aao.org/eye-health/tips-prevention/computer-usage
3American Academy of Ophthalmology. “Myopia Control in Children”, atualizado em 2024. Disponível em: https://www.aao.org/eye-health/diseases/myopia-control-in-children
Passa muitas horas em frente a ecrãs ou tem uma criança com sinais de fadiga visual ou miopia?
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